4ª Jornadas Literárias - Fafe

Jornadas Literárias“No dia 19 de abril, numa sexta-feira inesquecível, as 4ªs Jornadas Literárias tiveram o seu início pelas 15h, na praça 25 de abril, o espaço da bandeira, e que se tornou pequena para receber as centenas de crianças (…) mais pequeninas do concelho semearam poesia, alegria, dança e simplicidade, colhendo, logo de seguida, muitos aplausos e sorrisos de toda uma multidão que quis assistir ao momento.
Pelas 21h30 a grandeza do Pavilhão Multiusos de Fafe (…) recebeu milhares de pessoas que ali acorreram para assistir ao espetáculo de abertura das Jornadas Literárias «Mala de Cartão», baseado numa canção de Linda de Suza, com o mesmo nome. Centenas e centenas de atores, bailarinos e músicos (…), vestidos de múltiplas cores, sonhos e uma mala de cartão, seguiram os caminhos do emigrante fafense, em torno dos cinco continentes e, com grande empenho e alegria, deliciaram todos os presentes."

In www.jornadasliterariasdefafe.com

 

Correspondendo ao convite que nos foi endereçado, a CERCIFAF foi uma das muitas dezenas de organizações (juntas de freguesia, escolas, associações, instituições e pessoas singulares) que participaram nas atividades promovidas no âmbito das IV Jornadas Literárias de Fafe, acontecimento que tem vindo a envolver activamente, cada vez mais, pessoas do concelho de Fafe.

 

A CERCIFAF participou, através de algumas estruturas da Instituição, nos seguintes momentos das Jornadas:

 

GRUPO DE BOMBOS

O Grupo de Bombos da CERCIFAF (GBC) participou em diversas arruadas na cidade fazendo-se ouvir através do som genuíno dos bombos e das caixas, para informarem os fafenses e não só de que havia festa e da rija por muitas freguesias do concelho fafense.
Constituindo-se como meio de “comunicação” o Grupo mostrou no decorrer das suas atuações, algumas coreografias que muito encantaram quem os viu e ouviu.
Constituído por clientes, técnicos e pais, foi interessante a participação do GBC nestas Jornadas, quer a solo ou interagindo com outros Grupos de Bombos, contribuindo para um espetáculo que mereceu fatos aplausos de quantos apreciam este género musical.

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GEDRAC

Também o GEDRAC – Grupo de Expressão Dramática da CERCIFAF, se associou a este grande momento que “encheu de cultura e brilho vários espaços e milhares de corações fafenses”.
Constituído por clientes do CAO, formandos e técnicos o GEDRAC apresentou no espetáculo de abertura, criado a partir da canção «Mala de Cartão», que homenageia o emigrante português, o GEDRAC apresentou duas coreografias, uma que teve como fundo musical o Hino da Europa e uma outra com música da cantora Enia, que mereceram fortes aplausos dos mais de cinco mil espetadores que lotaram por completo o pavilhão Multiusos de Fafe.

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GRUPO DE PEDESTRIANISMO OS APANHA PEDRINHAS

O Grupo de Pedestrianismo "Os Apanha Pedrinhas", “reforçado” com outros elementos da CERCIFAF (clientes, técnicos e diretores, 30 pessoas no total) participou, no passado dia 25 de abril, na 13ª Marcha da Liberdade, integrada nas IV Jornadas Literárias de Fafe 2013.

Superiormente organizada pelos Restauradores da Granja, esta Marcha teve a participação, segundo números divulgados pela Organização, de cerca de duas centenas e meia de pessoas, que se apresentaram à partida junto à igreja de S. Gens, onde “são bem notórios sinais românicos nas cantarias, nas ombreiras, cornijas e, sobretudo, na Torre Sineira”. Aliás, uma das caraterísticas da Marcha da Liberdade é que esta tenha início na freguesia onde terminou no ano anterior.

Após as recomendações por parte dos organizadores da Marcha e as boas vindas do Presidente de Junta da Freguesia da S. Gens, ouve lugar à Cultura através de um poema de autoria de Augusto Cunha, natural desta freguesia, lido pelo Professor Afonso Caldas, uma dos grandes mentores das Jornadas Literárias, para de seguida dar início a marcha que percorreu estradas e veredas da freguesia de S. Gens.

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Alguns quilómetros depois foi efetuada a primeira pausa para receber ao som de música de concertina e em ambiente festivo, o segundo “reabastecimento” que teve lugar na praia fluvial de Quinchães, cuja Junta de Freguesia também se associou a este evento (o primeiro reforço alimentar tinha-se verificado antes da partida).

Os caminheiros partiram então para a freguesia de Antime, utilizando um interessante e pitoresco percurso entre os verdejantes campos que ficaram ornados por uma imensa fila de pessoas que lhes conferiram contornos coloridos de belo efeito.
E foi ao passar por um frondoso carvalhal que fomos surpreendidos pelos acordes melodiosos de um violino que nas mãos de Teresa Marinho, nos deliciou com esta simbiose e intimidade entre a música e a natureza.
Antes de chegarmos à Igreja de Antime, tivemos a oportunidade de degustar os “rosquilhos”, doce tradicional que a venerável anciã, D. Isaura Araújo, vestida com indumentária de “tempos que já lá vão”, distribuía por todos aqueles que dela se abeiravam.

Chegados ao átrio da igreja de Antime, deparámos com um “quadro” que remontava o momento da chegada da procissão da Senhora de Antime “festa da Senhora d’Antime, a festa de Fafe por excellencia” onde não faltava o andor, o “padre” os acólicos e o “povo”, pois como reza a lenda “a Senhora de Antime ou da Misericórdia, como também é conhecida, sai de Antime de manhã, no segundo domingo do mês de julho, passa o dia na sede do concelho e regressa, ao final da tarde, de novo a Antime”.

Prosseguindo a marcha de novo somos surpreendidos com um sketch de curta duração em que nos dão a conhecer, neste Dia da Liberdade, os momentos que antecederam a prisão do “anti-fascista Joaquim Lemos de Oliveira, o “Repas”, nascido em Antime, barbeiro de profissão, comunista por opção, porventura o mártir maior da liberdade em Fafe, que terá sido assassinado pela PIDE, no Porto, em 15 de Fevereiro de 1957, quando tinha menos de 50 anos de idade, conforme escreveu o também antimense, João Freitas em “A noite fatal de um comunista".

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Mas as surpresas desta Marcha não tinham terminado e percorridos algumas centenas de metros tivemos a oportunidade de conhecer o que é uma segada em que o casal Neves dava a conhecer a arte de ceifar a ferrã que irá servir como forragem para alimentar o gado. Vestidos “à época” apoiados por bom vinho e um bucha - de manhãzinha começava o dia - vimos também algumas das alfaias agrícolas, hoje caídas em desuso por força da mecanização que o trator veio introduzir na agricultura. 

Já estávamos muito próximo do final da Marcha da Liberdade que terminava na sede da Junta de Freguesia de Antime, onde haveria de ter lugar o almoço.
Mas a surpresa final aconteceu com a passagem pela “Casa do Ribeiro” local onde hoje está instalado o Lar de Antime, residência que foi do Major Miguel Ferreira. Como curiosidade refira-se o facto de, junto à casa e a saudar os caminheiros estavam vestidos a rigor o “Sr. Major, sua Esposa e Filhos".

Foi uma forma soberba de terminar a Marcha da Liberdade, no dia bonito de 25 de abril, numa altura em que os cravos da esperança ameaçam murchar, a evocação e a oportunidade de também homenagear a memória deste grande Homem que foi sem dúvida o Major Miguel Ferreira, “Indefectível republicano, membro da comissão municipal republicana ainda no tempo da monarquia e que sempre esteve na primeira linha do combate para a restauração das liberdades, tendo sido “o primeiro subscritor do manifesto “Aos portugueses”, vulgarmente apelidado de “Vai-te embora António”, em que mais de duzentos resistentes tiveram a audácia de pedir a demissão do ditador Oliveira Salazar, sujeitando-se às maiores punições. (In Major Miguel Ferreira, Uma lição de Liberdade, obra do historiador fafense Artur Ferreira Coimbra).

Para o ano lá estarei em Antime para iniciar a 14ª Marcha da Liberdade que irá demandar por outras freguesias do nosso concelho.

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