Prémio "Direitos Humanos"

Decorreu no passado dia 13 de Dezembro de 2011, pelas 12 horas, no Salão Nobre do Palácio de S. Bento, Assembleia da República, em Lisboa, a cerimónia comemorativa do Dia Nacional dos Direitos Humanos e ainda a atribuição do Prémio Direitos Humanos e da Medalha de Ouro Comemorativa do 50º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. A sessão foi presidida pela Presidente da Assembleia da República, que estava ladeada pelos Vice-Presidentes e ainda pelo Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e Presidente do Júri do Prémio de Direitos Humanos, Dr. Fernando Negrão.

Foto

Presentes na Sessão os Presidentes dos Grupos Parlamentares, Provedor de Justiça, Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e Igualdade, Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Deputados e convidados.

O Prémio Direitos Humanos 2011 foi atribuído à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS). A Medalha de Ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem foi atribuída, conjuntamente, à Associação de Pais e Amigos de Deficientes Profundos (APADP), e ao Dr. Luís Daniel Gil Roque, psicólogo, ”pelo sucesso do trabalho desenvolvido há trinta e três anos na CERCIFAF, vinte e três dos quais em prol da integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.

Foto

No início da sessão a Presidente da Assembleia da República, começou por afirmar que “Celebramos hoje os Direitos Humanos. Celebramos a dignidade sublime que os forma, que dita que cada um de nós é um ser “único e irrepetível”. Celebramos os direitos humanos e os seus imperativos de justiça, a sua racionalidade essencial, marca da civilização, transcendência fundadora das democracias”. Na sua intervenção a Presidente aludiu ainda ao momento actual ao afirmar que “O século XXI está a ser fortemente marcado pelo agravamento e generalização da crise económica e financeira internacional, que se tem projectado como ameaça existencial sobre a própria União Europeia: uma crise que socava as condições reais que garantem a dignidade e os direitos. A pobreza, com o desemprego, cresce no mapa do nosso descontentamento” para mais adiante terminar dizendo “Na verdade, o que este dia, esta cerimónia este Prémio, esta Medalha evocam e significam é o ensinamento fundamental de que a criação de condições para a dignidade é uma tarefa permanente e inacabável, uma missão para todos e de todos, neste e em todos os dias”. De seguida procedeu à entrega do Prémio e das Medalhas.

Foto

No uso da palavra Luís Roque começou de forma peculiar a sua intervenção ao afirmar “Eu não sei como hei-de começar nem por onde começar. Vou só dizer quatro ou cinco situações e referenciar quatro ou cinco pessoas. Esta medalha só foi possível graças e principalmente à minha mulher que aceitou viver comigo em part-time e ajudou a que o João e a Rita, que são os meus filhos, conseguissem, viver com algum equilíbrio, substituindo-me nos momentos em que eu não estava". Prosseguiu dizendo “a vida desta medalha não é só minha, sozinho. Também tenho aqui comigo o Zé Luís, meu companheiro há mais de trinta anos que simboliza quer a Direcção da Instituição quer todos os colegas de trabalho que tornaram possível construir tudo aquilo que fomos fazendo ao longo dos anos. Obrigado ao Zé".

Foto

"Dos que lá ficaram, lembro o Padre Mota, um padre arejado que resolveu fazer uma Instituição, logo a seguir aos alvores 25 de Abril que é, do ponto de vista dos Direitos Humanos, um marco inalienável dos Direitos das Pessoas com Deficiência porque até ao 25 de Abril estavam escondidas e por isso não tinham rosto, não tinham voz, não tinham direitos. Também o Senhor Dantas que nos deu equilíbrio nas contas desde o princípio."

"Possivelmente não tenho currículo especial para receber esta medalha. Mas se foi atribuída pela forma dedicada e empenhada com que vivo esta causa, talvez a possa merecer."

"Deixo para o fim e com alegria a referência à Lídia e ao Nuno, duas pessoas com deficiência que convidei para me acompanharem e que personificam, talvez, as razões da atribuição desta medalha. A Lídia, a ternura em pessoa que representa aqui os jovens do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da CERCIFAF e que faz com que a gente não consiga estar parada e que faça funcionar aquela casa com alma. O Nuno é um exemplo típico de um jovem que tem um percurso completo, pois faz desporto, tem trabalho à doze anos e vive em união de facto com uma jovem. São eles os rostos claro desta ternura e destes afectos."

Foto

"À Dr.ª Clara Marques Mendes e ao Dr. Fernando Negrão que tiveram a amabilidade de propor esta medalha, quero agradecer a sensibilidade de sentirem esta causa. Obrigado a todos”.

O Prémio Direitos Humanos, abreviadamente designado por Prémio, é o instituído pela Resolução n.º 69/98 da Assembleia da República, de 10 de Dezembro de 1998 e destina-se a galardoar: o alto mérito da actividade de organizações não-governamentais; ou original literário, científico, designadamente histórico ou jurídico, jornalístico ou audiovisual, qualquer que seja o respectivo suporte, divulgado em Portugal no período a que respeita; que contribua designadamente para: a) a divulgação ou o respeito dos direitos humanos; b) a denúncia da sua violação no País ou no exterior.

Entre as personalidades que receberam a medalha contam-se ex-Presidentes da República e outras altas individualidades nacionais.

Arquivo ORG

| Página optimizada para uma resolução de 1360x768 ou superior. | Google Chrome v.22 ou superior. | Webmaster roger@cercifaf.pt |