Projectar a Qualidade das Organizações

Na sequência de uma candidatura apresentada e aprovada pelo INR – Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., ao SUB-PROGRAMA II – 2008, teve lugar numa unidade hoteleira de Peniche, ao longo do dia 12 de Dezembro, um Encontro de dirigentes, técnicos e utentes da CERCIFAF e da CERCIPENICHE, num total de quarenta e nove participantes de ambos os sexos.
Este projecto tinha como principal finalidade “propiciar uma reflexão conjunta e em parceria sobre as questões da Qualidade, e a relevância que os aspectos da certificação irão ter, sobretudo num futuro próximo, nomeadamente para as organizações que prestam serviços às pessoas com deficiências e incapacidades”.

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Como estratégia a Organização privilegiou num primeiro momento uma apresentação em plenário das questões mais pertinentes, da responsabilidade de cada uma das CERCIS, questões que seriam posteriormente desenvolvidas por cada um dos três grupos, em workshops temáticos destinados aos dirigentes e responsáveis das duas organizações (15 elementos), aos técnicos (19) e aos utentes/clientes (15). No final do dia de trabalho foram lidas as conclusões e apresentadas propostas que mostra-ram a oportunidade e a emergência de instituir a reflexão e debate no seio das Organizações.
Das conclusões extraídas sobressai a ideia de que, face às mudanças em curso, a Qualidade é um pressuposto essencial para o desenvolvimento das Organizações, sendo necessário que todos os colaboradores sejam envolvidos na procura de soluções que visem a melhoria da prestação de serviços e das intervenções, desenvolvendo mecanismos, metodologias e processos que contribuam para aumentar a qualidade. No que respeita às condições de Sustentabilidade, os participantes consideraram importantes os seguintes aspectos:

1. As Organizações deverão redefinir, reajustar e potenciar e os recursos técnicos e tecnológicos existentes no sentido de aumentar a sua eficiência ao nível da capacidade de intervenção e de respostas técnicas;
2. Desenvolver as competências das Organizações, investindo em acções de Qualidade e de aperfeiçoamento dos recursos, aumentando a sua capacidade endógena para gerar valor;
3. Organizar novas prestações/serviços e potenciar a capacidade instalada nas organizações, no sentido de optimizar e rendibilizar os recursos e meios disponíveis;
4. Conceber novos modos de operacionalizar a acção organizacional, incrementar as parcerias e o trabalho em parceria, criando condições e medidas de inovação para enfrentar as mudanças previsíveis;
5. Diversificar as fontes de financiamento e gerar novos recursos financeiros.

Pelos resultados da auto-avaliação efectuada pelos participantes pode verificar-se que foi atingido um nível de satisfação muito elevado na concretização deste projecto. Este facto traduz-se não só a sua oportunidade e a qualidade da parceria estabelecida, mas sobretudo no empenho que os parceiros colocaram ao nível da dinamização e informação interna, na organização das acções e no envolvimento de todos os interessados que quotidianamente vivem as mudanças e os constrangimentos organizacionais para fazer face a todas as complexidades de desenvolvimento e necessidades de intervenção nas problemáticas das deficiências e incapacidades. Como afirmou um dirigente na sessão de encerramento o tempo para nos adaptarmos às novas realidades é curto pelo que “urge organizar, urge qualificar, urge avançar, inovar e evoluir, porém, com cuidados de sustentação e lógicas de atendimento com princípios”.

Naturalmente que foram detectados pontos fortes e pontos fracos em ambas as organizações, situação que resultou de uma discussão séria e descomplexada entre todos, fortalecendo ainda mais os laços de amizade muito profundos que nos unem. O carácter e a dimensão deontológica da relação entre os dirigentes e os profissionais das organizações foram aspectos que, ao contrário de provocar cisões ou mal-estar, proporcionaram o surgimento de propostas no sentido de responder ao desafio lançado por um dirigente: “O que se faz agora com o produto deste trabalho?”. Em resposta a essa e outras interrogações foram avançadas propostas que vão ser trabalhadas pelas duas organizações a fim de permitirem aprofundar unidades de conhecimento e competência estrategicamente relevantes.

Este poderá ter sido apenas o primeiro Encontro de outros que, certamente, irão surgir.

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